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        <title>A Matilha</title>
        <link>http://moa.fezocaonline.com/</link>
        <description>O cotidiano de 4 &quot;cães&quot; e a eterna luta pela liderança.</description>
        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2008</copyright>
        <lastBuildDate>Tue, 26 Aug 2008 14:57:46 -0400</lastBuildDate>
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            <title>Sobre 2 patas e 4 rodas</title>
            <description><![CDATA[<p>Essa semana estou de folga. Então é uma boa oportunidade para ir ao médico, almoçar fora (durante a semana, na hora do almoço, todos os restaurantes são mais baratos do que à noite, ou nos finais de semana), passear de carro sem pressa de voltar pra casa. Mas isso só dá pra fazer sem levar a cachorrada junto. </p>

<p>A Kika não tem paciência de ficar muito tempo na rua. Ela até gosta de passear de carro, mas logo quer voltar pra casa. Eu já "sinto" o humor dela quando tá na hora de voltar. E o Foguinho... bem, esse eu acho que poderia ficar na rua 24 horas, 7 dias na semana, que nem iria sentir. Fala com todo mundo, quer ir no colo de qualquer um, late para todos os cachorros e quer cheirar todos e tudo. É um inferno andar com ele na rua!</p>

<p>Então ontem e hoje foi a vez dos cães de duas "patas" passearem sobre as 4 rodas. Fui ao oftalmologista e hoje ao dermatologista. Amanhã quero ir ao calista. Até o final da semana terei ido a todos os especialistas possíveis.</p>

<p>Mas como nem só de veterinário, ops... eu quis dizer, médico, a gente vive, entre um consultório, as farmácias e os restaurantes, a gente dá umas escapadas por lugares legais.</p>

<p>Ontem visitamos pela primeira vez a nova Livraria da Travessa, no BarraShopping. É um SONHO de lugar. Acho que o Céu deve ser assim. Principalmente numa segunda-feira à tarde, com o sol entrando pelas janelas e o lugar vazio de pessoas, só livros e mais livros (além de uns tantos DVDS...) e aquele ar de "local sagrado" que só as livrarias conseguem ter. Adorei.</p>

<p><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/26/travessa.html" onclick="window.open('http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/26/travessa.html', 'popup','width=600, height=603,scrollbars=no,resizable=no, toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0, top=0'); return false"> <img src="http://moa.fezocaonline.com/archives/assets_c/2008/08/travessa-thumb-autoxauto.jpg" width="400" height="402" alt="travessa.jpg" class="mt-image-none" /> </a></p>]]></description>
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            <pubDate>Tue, 26 Aug 2008 14:57:46 -0400</pubDate>
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        <item>
            <title>Reunidos</title>
            <description><![CDATA[<p>Aos poucos, bem aos poucos, a gente vai entrando nos eixos. Eu tento aproximá-los especialmente nos momentos felizes, para que ela o associe a coisas boas e rosne menos para ele. Ainda não chegamos lá. <b>;^)</b></p>

<p>Nossa primeira foto em conjunto, todos reunidos:</p>

<p><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/familia_1_desenho2.html" onclick="window.open('http://moa.fezocaonline.com/archives/familia_1_desenho2.html', 'popup','width=800, height=595,scrollbars=no,resizable=no, toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0, top=0'); return false"> <img src="http://moa.fezocaonline.com/archives/assets_c/2008/08/familia_1_desenho-thumb-autoxauto.jpg" width="400" height="297" alt="familia_1_desenho.jpg" class="mt-image-none" /> </a><br />
</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/reunidos.html</link>
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            <pubDate>Sun, 24 Aug 2008 21:45:25 -0400</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>A transformação</title>
            <description><![CDATA[<p><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/20/Kika_2.html" onclick="window.open('http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/20/Kika_2.html', 'popup','width=553, height=364,scrollbars=no,resizable=no, toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0, top=0'); return false"> <img src="http://moa.fezocaonline.com/archives/assets_c/2008/08/Kika_2-thumb-autoxauto.jpg" width="500" height="329" alt="Kika_2.jpg" class="mt-image-none" /> </a></p>

<p>Quando eu era criança eu morria de medo de cachorro. Lembro de termos tido duas cadelas da raça pequinês mas deve ter sido por uma semana. A mãe, Laika, era preta e calma, carinhosa e ficava na dela. Eu gostava dela. A filha, Wandeka (que nome...), era cor de mel (na minha memória) e era uma "pestinha", corria e pulava o tempo todo, para todos os lados. Me lembro quando ela chegou e eu subi na lata de lixo (um latão grande, com tampa) e fiquei lá, com medo da cachorra.</p>

<p>Lembro também quando fui à minha primeira aula de inglês e um cachorro que vivia no pátio do colégio veio brincar comigo e eu achei que ele queria me morder. Tive uma crise de choro de puro pânico. Eu tinha 10 anos. Esse "pânico" durou anos.</p>

<p>Depois, já "burro velho" eu comecei a sentir algo diferente pelo vira-latas que meus pais adotaram (ou que adotou meus pais, melhor dizendo). Ele já era adulto e era super popular em todas as casas lá na praia onde meus pais moram. Mas resolveu adotar meus pais e viver com eles. A casa dos meus pais não tinha muro e o Chulim (meu pai deu esse nome) saía pra passear mas voltava sempre, até o dia em que não saiu mais. Minha mãe começou a dar banhos nele, remédio etc e tal. Virou membro da família. Ele nunca entrava em casa, mas no Natal e no Ano Novo o pobre Chulim sofria. Às vezes ele desaparecia na hora dos fogos e só o víamos no dia seguinte. Mas depois, mais velho e inserido na família, a gente deixava ele entrar em casa e ele ia se esconder embaixo da mesinha de cabeceira do quarto dos meus pais. Eu largava a festa e ia lá ficar com ele. Tapava os ouvidos dele com as mãos e dizia, "Tá tudo bem, Chulim. Não se preocupe que já vai passar." Como ele vivia fugindo pra ir "namorar" e perambular pela rua os banhos não tinham uma duração muito boa e normalmente ele fedia horrores. Mas isso não me preocupava naquelas horas. Eu só queria confortá-lo.</p>

<p>E assim foi até que eu me casei e cedi às tentações de ter um filhote. Resolvi que uma fêmea era o ideal e que Cocker Spaniel era "a raça". Quando trouxe a Kikinha de surpresa para casa ela tinha uns dois ou três meses e era a coisa MAIS LINDA DO MUNDO (a foto acima é dessa época). Eu tinha sido transformado, através do meu amor por uma pessoa, em um amante inveterado de cães e a Kikinha foi o mais perfeito canal para me fazer perder todos os medos e baixar todas as guardas em relação aos cães de qualquer raça, tamanho ou origem.</p>

<p>Hoje eu olho todos, faço carinho em um monte deles, em vários lugares, converso e me preocupo com o bem estar de todos. Não tem amor mais puro, desinteressado e gratificante. No caso da Kika eu arrisco dizer que poucas vezes senti uma ligação tão forte, talvez com duas ou três pessoas, a minha vida toda. É uma benção, não tenho dúvidas.</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/a-transformacao.html</link>
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            <pubDate>Wed, 20 Aug 2008 21:14:00 -0400</pubDate>
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        <item>
            <title>O Convívio</title>
            <description><![CDATA[<p>Quando ele chegou aqui ela já era a dona do pedaço há muito tempo. Ele trouxe alegria, agitação, leveza (4kg e meio contra os 12kg e tanto dela) e uma carência enoooorme. Ela já está entrando numa fase que pode ser considerada "senior", mais ou menos como eu. <b>;^)</b> </p>

<p>Ela quer sossego, quer carinhos mas não por muito tempo, quer sair para suas caminhadas sem um "moleque" pulando em cima dela, quer comer sua ração no seu canto e latir para quem aparecer no corredor e voltar resmungando para se deitar aos meus pés novamente. </p>

<p>Ele quer brincar O TEMPO TODO. Fica enlouquecido atrás da bolinha azul que quica (Kika?) para lá e para cá, sem parar. A curiosidade dele parece ser infinita e tudo é motivo para cheiros profundos e duradouros. Só late quando a bolinha fica presa embaixo do fogão ou da máquina de lavar roupa, mas sua energia parece não ter fim.</p>

<p>Nosso desafio hoje é fazer com que eles convivam em harmonia. Todas as vezes que ele chega perto dela, os rosnados dela ficam mais intensos e outro dia tivemos uma tentativa de mordida que nos gelou os ossos.</p>

<p>A melhor hora, na minha opinião, é quando ele dorme (ou cai de cansaço) e a gente tem alguns minutos de paz. </p>

<p>Acho que ser pai é exatamente assim, não? </p>

<p><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/19/fofura_2_desenho.html" onclick="window.open('http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/19/fofura_2_desenho.html', 'popup','width=500, height=375,scrollbars=no,resizable=no, toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0, top=0'); return false"> <img src="http://moa.fezocaonline.com/archives/assets_c/2008/08/fofura_2_desenho-thumb-autoxauto.jpg" width="400" height="300" alt="fofura_2_desenho.jpg" class="mt-image-none" /> </a><br />
</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/o-convivio.html</link>
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            <pubDate>Tue, 19 Aug 2008 20:13:52 -0400</pubDate>
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            <title>A volta</title>
            <description><![CDATA[<p>Talvez meu mundo continue sendo "um mundo a parte", mas hoje certamente minha realidade é mais próxima da de uma matilha do que qualquer outra coisa. Com dois cachorros e dois homens vivendo nos mesmos 90m2, a "luta" constante para determinar quem é o líder da matilha tem sido o foco de nossas vidas.</p>

<p>Quem sabe isso não era a mudança que eu estava esperando para uma nova fase na minha vida? Não dizem que nossas vidas são ciclos de sete anos? Então tá na hora de entrar na nova fase. Definitivamente me sinto o "pai de família", mesmo que seja uma família peluda, que baba, morde, anda em quatro patas e faz xixi na rua.</p>

<p>Em todo caso, estou ainda apaixonado por todos, inclusive o cão humano com quem "disputo" a liderança. <b>;^)</b></p>

<p><img alt="no_play_desenho.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/17/no_play_desenho.jpg" width="500" height="375" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2008/08/a-volta-1.html</link>
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            <pubDate>Sun, 17 Aug 2008 13:01:42 -0400</pubDate>
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        <item>
            <title>Balanço</title>
            <description><![CDATA[<p>Eu queria escrever, há dias, sobre o que anda se passando na minha cabeça. Queria agradecer pelas coisas boas que aconteceram na minha vida este ano. Queria falar sobre música, filmes e livros que têm me inspirado ultimamente. Queria falar sobre o meu amor pelos animais e pela natureza. Queria falar do bacalhau que comi ontem e que estava divino, maravilhoso. Queria falar que bebi vinho depois de meses e não senti azia alguma. Poderia ficar horas descrevendo o meu fascínio atual pela série <b>Six Feet Under</b> e pela voz da <b>Julie Andrews</b>. Poderia discorrer um bocado sobre o que muda na vida da gente quanto a gente muda de casa e precisa se adaptar a tantas novidades.  </p>

<p>Minha filhota parece gostar da casa nova, mas como ela não fala (só late quando alguém aparece no corredor do andar) eu não tenho certeza de seu bem estar. Acho que no outro prédio ela era mais feliz pois tinha mais liberdade e se exercitava mais. Aqui ela só pode sair de coleira e hoje, por exemplo, chove sem parar e não podemos passear na rua. Por mais que eu tente ensiná-la a fazer suas necessidades dentro de casa, ela se recusa a fazê-las e eu fico preocupado com seu bem estar. </p>

<p>Embora esse seja o assunto do momento na minha cabeça, isso não é NADA comparado ao problema que a cidade enfrenta neste final de ano.</p>

<p>Queria falar sobre coisas bem mais legais do que as que têm acontecido no Rio de Janeiro nos últimos dias. Há duas noites atrás ouvi tiros e, pela primeira vez na minha vida, não tive dúvidas de que fossem tiros. Moro próximo à "famosa" Cidade de Deus. Noite passada havia um boato correndo pela rua de que a "polícia mineira" invadiria a Cidade de Deus para um confronto armado. Boato ou não ficamos em casa não por opção própria, como ficamos normalmente, mas por medo. Me senti num filme de guerra, com toque de recolher e tudo o mais, preocupado com o estoque de água e comida.</p>

<p>Hoje, último dia do ano, chove sem parar e qualquer barulho que entra pelas janelas me assusta. Entre a favela e o meu prédio existe um morro enorme, então não tenho medo de bala perdida entrando pela minha casa, mas não me sinto totalmente seguro para sair à rua e fico, então, prisioneiro. Triste, não?</p>

<p>Depois do almoço vamos assistir ao último episódio da quarta temporada de <b>Six Feet Under</b>. Mais tarde escolherei um filme para assistir antes de começarmos a nos preparar para a virada do ano. Pedir paz e rezar para que um dia o Rio de Janeiro volte a ser uma cidade maravilhosa.</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/12/balano.html</link>
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            <pubDate>Sun, 31 Dec 2006 12:35:10 -0400</pubDate>
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        <item>
            <title>Se preguiça matasse...</title>
            <description><![CDATA[<p>...</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/12/se-preguia-mata.html</link>
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            <pubDate>Fri, 29 Dec 2006 09:08:13 -0400</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Veggie, eu?</title>
            <description><![CDATA[<p>Eu queria ser vegetariano.</p>

<p>Teve uma época que eu era todo "certinho" em relação a isso. Votava no Partido Verde, Gabeira, Sirkis etc. Não comia carne vermelha e só usava açúcar mascavo para o café. Queria não usar roupas de couro ou nada que fosse de origem animal. Pelo menos nada que fosse de origem predatória. Queria ser aqueles <i><b>veggies</i></b> bem radicais como o <b>River Phoenix</b> era. Queria doar dinheiro para o <b>Green Peace</b>, ajudar a salvar as baleias e os golfinhos, plantar uma árvore todos os dias e viver no meio do mato. Queria não beber álcool, não consumir produtos feitos na China frutos de exploração do trabalho infantil.</p>

<p>Entretanto eu não consigo parar de adorar uma caipirinha de saquê, um pedaço de picanha maturada na chapa, um risoto de filé mignon, tortas das mais diversas e a vida na cidade grande do jeito que ela é. Não sei a origem dos eletrônicos que compro e não tenho dinheiro para comprar apenas produtos orgânicos e <i>naturebas</i>, política e ecologicamente corretos.</p>

<p>Não tem jeito. Vou ter que reencarnar mais algumas vezes. Talvez na próxima eu consiga ser vegetariano.</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/11/veggie-eu.html</link>
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            <pubDate>Sun, 12 Nov 2006 13:35:43 -0400</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Tapa na Pantera - a polêmica na internet</title>
            <description><![CDATA[<p><img alt="pantera cor de rosa.gif" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/pantera cor de rosa.gif" width="248" height="179" border="0" /></p>

<p>Um dia eu cheguei em casa e ouvi a seguinte pérola, <i>A <b>Suzana Vieira</b> teve problemas com o júri no programa do <b>Faustão</b>. Tá a maior polêmica na internet. As pessoas só estão falando nisso.</i></p>

<p><i>Como assim, "tá a maior polêmica"? Eu não ouvi nada sobre o assunto</i>, respondi eu, que nunca sei de nada mesmo. <i>E que mania é essa de dizer que tudo é uma "polêmica"?!</i>, reclamei, como sempre. Dia seguinte, no trabalho, descobri que o tititi sobre a Suzana Vieira tinha fundamentos.</p>

<p>Um tempo depois foi o avião da <b>Gol</b>. <i>Tá a maior polêmica por causa do avião da Gol que caiu e um monte de gente morreu.</i> </p>

<p><i>Que avião da Gol que caiu o quê? Eu não ouvi nada sobre isso! Você tá falando essas coisas só pra me assustar, porque eu viajo de Gol todas as semanas. Pára com essa mania de dizer que tudo é polêmica, que saco!</i></p>

<p>Dia seguinte, e nas semanas que se seguiram, a polêmica virou <i>affair</i> internacional. Assim foi com a greve dos controladores de vôo, com tudo relacionado às eleições, dinheiro na cueca, pão francês a peso etc, etc, etc. Eu tenho que admitir que sou um alienado. Atendendo a pedidos, fiz uma assinatura de final de semana do <b>Jornal do Brasil</b> (herança ideológica do meu pai, que ODEIA <b>O Globo</b>) a módicos R$14,90 por mês.</p>

<p>Mas nem tudo a gente fica sabendo pelo jornal impresso. O papel hoje em dia é o último a dizer as novidades. Um ótimo exemplo, e uma das primeiríssimas vezes em que fui EU a trazer a notícia da "polêmica" para casa foi nesse final de semana.</p>

<p>Estava em São Paulo com meus amigos queridos que começaram a brincar, falando em dar um "tapa na pantera". E riam até não poder mais. Eu, pra variar, não sabia do que se tratava. Eles me levaram para o computador mais próximo e me fizeram chorar de tanto rir ao ver <b>Maria Alice Vergueiro</b> no <b>YouTube</b> (a televisão do futuro e uma ótima maneira de passar o tempo) em <b>Tapa na Pantera</b>.</p>

<p>O mais legal foi achar que aquilo tudo era verdadeiro. Eu não tinha ouvido falar nada sobre esse vídeo. Não me lembrava mais da Maria Alice Vergueiro, apesar de reconhecê-la logo que a vi, e fiquei realmente achando que ela tinha dado uma entrevista a um grupo de jovens universitários e que estava puxando um fumo, ou <i>dando um tapa na pantera, como se diz</i>, ali, na frente da câmera dos meninos. O poder da "virulidade" da internet é impressionante e esse é um dos melhores exemplos. Antes mesmo que o curta metragem dos estudantes estivesse pronto para ser exibido, centenas de pessoas já tinham visto essa pequena jóia pelo <b>YouTube</b>.</p>

<p>O resto já entrou para a história: Maria Alice Vergueiro virou "musa cult", a vovó mais querida do Brasil e se descobriu famosa. Até comprou um computador e aprendeu o que é <b>orkut</b> e tal. Seus filhos e netos é que não estão satisfeitos com a história, segundo ela. </p>

<p>Quanto a mim, tive a oportunidade, rara, de chegar em casa e dizer, <i>Já viu o vídeo do Tapa na Pantera? Tá a maior polêmica na internet, sobre apologia à maconha, se é verdadeiro ou não e tudo o mais. Já viu?</i></p>

<p>Apesar da polêmica já ter até passado, ele nem sabia do que se tratava. Ponto pra mim. Pelo menos até a próxima grande polêmica. <b>;^)</b></p>

<p>E pra quem não faz idéia do que estou falando, aí vai o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6rMloiFmSbw" target="_blank">link</a>. Divirtam-se. </p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/11/tapa-na-pantera-a-polmica-na-internet.html</link>
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            <pubDate>Sat, 11 Nov 2006 14:05:18 -0400</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Marchetaria</title>
            <description><![CDATA[<div align="center"><table border="0" align="center" cellspacing="5"><tr><td><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras1.jpg"><img alt="madeiras1.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras1-thumb.jpg" width="200" height="150" border="0" /></a></td><td><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras2.jpg"><img alt="madeiras2.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras2-thumb.jpg" width="200" height="150" border="0" /></a></td></tr><tr><td><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras3.jpg"><img alt="madeiras3.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras3-thumb.jpg" width="200" height="150" border="0" /></a></td><td><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras4.jpg"><img alt="madeiras4.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras4-thumb.jpg" width="200" height="150" border="0" /></a></td></tr><tr><td><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras5.jpg"><img alt="madeiras5.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras5-thumb.jpg" width="200" height="150" border="0" /></a></td><td><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras6.jpg"><img alt="madeiras6.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras6-thumb.jpg" width="200" height="150" border="0" /></a></td></tr><tr><td><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras7.jpg"><img alt="madeiras7.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras7-thumb.jpg" width="200" height="150" border="0" /></a></td><td><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras8.jpg"><img alt="madeiras8.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras8-thumb.jpg" width="200" height="150" border="0" /></a></td></tr></table>
<a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras9.jpg"><img alt="madeiras9.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/madeiras9-thumb.jpg" width="200" height="150" border="0" /></a></div>

<p>Não foi de propósito, mas eu percebi, de uma hora para outra, a quantidade de tons diferentes de madeira que existem na minha casa. Sempre gostei de móveis de madeira e a combinação entre madeira clara, escura, não tão escura, madeira queimada de sol, escurecida pelos anos de óleo de peroba, madeira pintada de branco etc e tal, acabou combinando como uma luva com o piso de taco da casa nova. Predominantemente escuro, com uns toques de madeira mais clara, a combinação entre esse piso e meus velhos móveis deu à minha casa um toque de marchetaria.</p>

<p>Conforto.</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/10/marchetaria.html</link>
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            <pubDate>Sat, 14 Oct 2006 21:45:56 -0400</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>O tempo</title>
            <description><![CDATA[<p>Não sei fazer previsão do tempo. Tem gente aqui em casa que acompanha isso com um "fervor" típico de quem nasceu na roça. E agora a gente tem janela de sobra para apreciar as mudanças do tempo, as diferenças de luz, a inclinação do sol, o movimento das nuvens... é vista livre para todos os lados.</p>

<p>Aí vai a diferença entre a semana passada e hoje. BEM diferente, não?</p>

<p><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/ceu_encoberto.gif"><img alt="ceu_encoberto.gif" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/ceu_encoberto-thumb.gif" width="200" height="150" border="0" /></a><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/ceu_azul.gif"><img alt="ceu_azul.gif" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/ceu_azul-thumb.gif" width="200" height="150" border="0" /></a></p>

<p>Clique & amplie.</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/10/o-tempo.html</link>
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            <pubDate>Wed, 11 Oct 2006 14:33:28 -0400</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Pós mudança</title>
            <description><![CDATA[<p>Estou ausente da vida virtual há um tempo. Mudar dá trabalho. Por mais que a casa nova esteja em excelente estado de conservação, eu comprei um apartamento usado, então era de se esperar que alguns retoques fossem feitos. Tenho, por exemplo, que refazer todos as "colas" dos vidros das janelas. Sabe aquela massinha que prende os vidros nas esquadrias de alumínio? Pois estão todas ressecadas. Isso vai ser trabalho, mas é facilmente resolvido. Outra coisa que já providenciei foi tapar o buraco do ar condicionado do que é o meu escritório agora (onde estou neste momento - já que estou numa semana de FÉRIAS!). Comprei uma placa de compensado e só falta prendê-la, fazer um acabamento e depois pintá-la. Também já arrumei o armário que tem aqui no escritório com todas as minhas "tralhinhas" e ficou tão mais espaçoso do que no apartamento antigo. Tô adorando fazer isso tudo, apesar da dor nas costas de tanto levanta e abaixa.</p>

<p>Falando em apartamento antigo, ainda não consegui me livrar daquela imobiliária, pois ainda não recebi de volta o depósito que fiz cinco anos atrás, mesmo tendo cumprido com todas as exigências que eles fizeram. Segundo soube, até amanhã eu terei minha grana de volta. E como é uma graninha razoável poderei mandar fazer o "banco dos sonhos" para colocar aqui, sob a janela do escritório, igualzinho eu vi na revista da Martha Stewart. <b>;^)</b></p>

<p>Trocamos as conexões do cano embaixo da pia do banheiro social ontem. Tava rachado e pingando água dentro do armário e só antes de ontem detectamos isso. Felizmente eu vivo com uma pessoa tão ou mais habilidosa do que eu e, em alguns aspectos, ele dá de dez a zero em mim. Então, a goteira está resolvida e logo o armário estará sequinho e cheiroso.</p>

<p>Ainda falta arrumar o quartinho dos "fundos", que fica ao lado da área de serviço. Ele é bem grandinho e, por enquanto, está bagunçado. Mas até o final dessa semana estará um "brinco", como o resto da casa.</p>

<p>Penduramos persianas, cortinas, compramos flores e outras plantinhas, coloquei sino dos ventos na janela da sala, coloquei um cristal multifacetado no centro da casa (dicas de feng shui), prendi os fios do computador, modem, roteador, impressora, etc etc etc embaixo da escrivaninha. Arrumei livros, revistas e ainda tenho que encapar uma caixa (com tecido, como fiz com umas caixas para DVD) para guardar os <i>comic books</i> do Batman - meu tesouro da adolescência, que vou guardar pro resto da vida.</p>

<p>Enfim, como dá pra perceber, não tô com tempo sobrando pra ficar escrevendo em blog. <i>So much to do, so little time.</i> Mas estou adorando cada minuto.</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/10/ps-mudana.html</link>
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            <pubDate>Tue, 10 Oct 2006 10:34:23 -0400</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>O SONHO DA CASA PRÓPRIA</title>
            <description><![CDATA[<p><img alt="daruma2.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/daruma2.jpg" width="211" height="172" border="0" /></p>

<p>Uma vez eu ganhei um Daruma de presente. Conhece? É aquele "bonequinho" japonês que vem sem os olhos pintados, aí você pinta um dos olhos e diz, "Se você realizar meu desejo eu te dou um outro olho, do contrário, permanecerá caolha, até meu pedido acontecer." Minha primeira oportunidade de usar o Daruma, foi quando voltei de Porto Alegre para o Rio. Pintei um olho e, depois de um mês e pouco, já estava pintando o outro. Só que a tinta foi sumindo com o tempo e eu, milagrosamente, ganhei uma nova oportunidade: fazer outro pedido ao Daruma.</p>

<p>Não sei se dá certo isso, se podemos fazer novos pedidos ao mesmo Daruma, mas resolvi: quero comprar um apartamento e realizar o tão sonhado "sonho da casa própria". Alguns metros quadrados onde eu serei o rei do pedaço. Algum conforto, segurança, um refúgio do mundo. A caverna de nossos ancestrais. A toca do lobo. O <b>MEU</b> apartamento.</p>

<p>A saga começou há meses atrás, nem sei ao certo quando foi. No final do ano passado eu comecei a pegar todos os folhetos de novos "empreendimentos" na Barra da Tijuca e Freguesia que me davam no sinal de trânsito. Sem juros durante a obra, diziam e ainda dizem, os tais folhetos. Mas meu orçamento não me permitiria arcar com aluguel e prestação, qualquer que fosse ela. Então vamos partir para apartamento pronto para morar. Novo? Não dá. Caro demais. Eu não ganho mal para um brasileiro, pago uma taxa exorbitante de Imposto de Renda (o que sugere que eu tenho uma renda "alta"), mas meu salário não me permite comprar um apartamento zero kilômetro. Então a terceira opção foi a que eu já desconfiava: comprar apartamento usado.</p>

<p>Começa uma nova saga que pareceu interminável: procurar apartamento pra comprar. Classificados de jornal, anúncios na internet, sites de imobiliárias, corretores e mais corretores. E dá-lhe visitas a apartamentos dos mais diversos. Muita coisa ruim. Muita coisa minúscula e caríssima. Quando eu podia pagar, era lá nos "cafundós do mundo" ou precisava fazer tanta reforma que a grana não daria.</p>

<p>Falando eu grana, eu não tinha dinheiro algum, pra dizer a verdade. Só que "criei coragem" e comecei a pesquisar as possibilidades de conseguir um financiamento da Caixa Econômica. Enquanto fazia simulações inúmeras no site da Caixa e verificava saldo, aplicação e Fundo de Garantia, encontrei um apartamento que parecia ser o ideal. Uma vista maravilhosa, numa localização perfeita e todo bem conservado. Era bem pequeno e eu, talvez, tivesse que mudar alguns móveis. Minha mesa de jantar é grande e o meu sofá também não caberia naquela salinha. Mas adorei o apartamento. O dono do apartamento tinha um parente que trabalha para a Caixa e, muito gentilmente, se prontificou a levar meus documentos para a agência da Caixa que estivesse mais "tranqüila" e com menos processos, para poder me atender o mais rápido possível. </p>

<p>Essa é uma parte do processo que todo mundo costuma reclamar e para mim foi a mais fácil de todas. Juntei a papelada rapidinho. Como sou "maníaco" com organização foi muito fácil ter contas e comprovantes de pagamentos e receita dos últimos meses, extratos bancários e tudo o mais. Uma semana e meia depois do cara ter pego os documentos aqui em casa, recebi uma ligação da gerente de uma agência um tanto distante do meu bairro. Fiquei impressionado com a ligação e a distância nem me preocupou muito. Fui até lá numa sexta-feira às 15h. Saí de lá às 16h30. 19h, jantando em casa, recebi uma ligação dela: seu financiamento foi aprovado, exatamente da maneira como você solicitou.</p>

<p>OBA!!</p>

<p>Pouco depois fiquei sabendo que o tal apartamento pequenino e de bela vista não poderia ser vendido através de financiamento e isso foi um balde de água fria. Continuei a procura. Achei algumas opções e acabei me encantando com um apartamento bem aconchegante (foi paixão à primeira vista), com uma varanda deliciosa e todo perfeito embora não tivesse uma suíte e o banheiro social fosse minúsculo. Era o que eu queria. Tirei fotos, tirei medidas, desenhei a planta baixa, distribui, mentalmente, minha mobília pelos cômodos e planejei uma pequena reforma na cozinha. Essa pequena "jóia", entretanto, tinha um enorme problema: inventário de família. Fiquei dois meses sendo "enrolado" pela boa vontade da proprietária e da corretora que me diziam, "a papelada já está saindo, pode ficar tranqüilo que o apartamento é seu."</p>

<p>Um detalhe importante é que a Caixa Econômica me deu um prazo de, no máximo, seis meses para achar um imóvel. Eu já estava no terceiro mês e comecei a ficar tenso com a hipótese de não conseguir a papelada e, mesmo depois de conseguí-la, o imóvel não ser aprovado. Depois de muito sofrimento, desisti do tal apartamento. Encontrei outras opções, mas nenhuma delas me agradava de fato. Apartamento no meu bairro é o que não falta. Novos, velhos, mais ou menos. Grandes, pequenos, com varanda, sem varanda, em ruas movimentadas ou não. Próximo do comércio ou mais ou menos longe do comércio. Caros e amplos, ou mais em conta e com menos conforto. Tem pra todos os gostos.</p>

<p>Já no quarto mês de prazo, esgotado e querendo desistir de tudo, minha cara metade achou o definitivo: 90m2, todo de taco de madeira <i>de verdade</i> (ipê), cozinha ampla com espaço para mesa com quatro cadeiras, quarto de empregada, suíte reformada, sala ampla, três banheiros no total, vista indevassada de todas as janelas, montanhas ao longe, numa rua super gostosa e, ao mesmo tempo, ao lado da avenida principal do bairro, quase em frente ao ponto do ônibus que eu freqüento todos os dias. Não tem varanda. Isso era um ponto importantíssimo para mim. Fiz uma lista de prós e contras e a ausência da varanda foi o único contra. O preço estava salgado. Eu disse para o gerente da imobiliária: não tenho condições. Só posso topar se ele abaixar 7mil reais do preço que ele pede. Eu tinha acabado de sair do apartamento do senhor e estava no <i>play</i> do prédio com a corretora. O gerente ligou para o vendedor e fez a proposta. Ele topou na hora. Fiquei chocado. A cara metade ficou nas nuvens, é claro.</p>

<p>Depois de tudo assinado entre o casal de vendedores e mim, meu argumento mais forte para conseguir alguma comidinha especial agora é: "Eu comprei o apartamento que VOCÊ escolheu! Mereço uma sobremesa caprichada, não?" Vou usar essa frase pelos próximos 20 anos!</p>

<p>Engana-se quem acha que a saga chegou ao fim nesse momento. Não, caros leitores, o Daruma continua caolho. Quase dois meses se passaram desde que firmamos o acordo de compra e venda, mas até agora as chaves ainda não estão em minhas mãos e o casal continua morando lá. O dinheiro da Caixa só é liberado (apesar de já estar na conta do vendedor) depois que eu conseguir o Registro do Imóvel, a escritura final. E essa parte é, no Rio de Janeiro, a mais CHATA e BUROCRÁTICA de todas!</p>

<p>Levamos toda a documentação que a Caixa nos indicou para o Registro devido, no centro da cidade. Prazo inicial de 5 dias úteis. Quando fomos pegar a papelada de volta soubemos que havia "caído em exigência". Isso significa que o processo pára e aguardam que você providencie o papel necessário. Primeiro foi uma certidão de casamento dos vendedores. Fácil de cumprir, mas um atraso de cinco dias no prazo de liberação da grana. Depois disso recebemos uma ligação:</p>

<p>"Caiu em exigência."<br />
"Qual a exigência?"<br />
"Não informamos pelo telefone. Você tem que vir até aqui."<br />
"Mas eu vou até aí só para saber o que é? Se você já me informar eu posso levar logo o tal documento."<br />
"Não informamos pelo telefone."<br />
...<br />
GRRRRRRR!!</p>

<p>Ao chegar lá descobrimos que eu deveria fazer uma declaração de próprio punho e "reconhecer firma" da minha assinatura, dizendo que eu não vivo em união estável. <b>!!?!!</b>. Okay, feito. MAIS cinco dias úteis. Quando eu falei isso para o vendedor ele quase teve um "treco". Para pegar as chaves do apartamento que ele comprou ele precisava fazer um pagamento dia 11 de setembro (olha a data...) e precisava desse dinheiro para fazê-lo. Eu disse, "Pode ficar tranqüilo. Na terça-feira, dia 05 de setembro teremos o documento em mãos e a Caixa liberará o seu dinheiro. Mas aí, o "golpe de misericórdia" aconteceu: chegamos no MALDITO cartório e a informação foi:</p>

<p>"Você deve retornar em três dias úteis para pegar o registro. Dia 12 de setembro."<br />
"Como assim dia 12? E eu vim aqui fazer o QUÊ hoje??"<br />
"O prazo de cinco dias é para saber se está tudo okay com a documentação. Depois são três dias para o registro ficar pronto. Como essa semana tem o feriado do dia 07 de setembro e não haverá expediente dia 08, o documento estará pronto dia 12, terça-feira que vem."</p>

<p><b>:^O</b></p>

<p>Tive que dar a notícia ao vendedor. Ele quase enfartou pelo telefone. Eu não tive o que fazer, não fui responsável pelos atrasos e não poderia arcar com nenhum prejuízo que ele tivesse por conta disso. Minha parte foi cumprida. Mas o homem, desde então, tem falado comigo como se eu fosse responsável por ele ter pago R$600,00 de CPMF, de ter feito empréstimo não-sei-onde, para poder fazer o tal pagamento e não pagar multa alguma.</p>

<p>Estresse total! Noites sem dormir e pensando, "Esse velho filho da puta vai destruir o apartamento quando fizer a mudança dele. Vai sujar as paredes, vai destruir o taco, não vai deixar as persianas e os espelhos que disse que deixaria, vai me sacanear porque está com raiva de mim."</p>

<p>O Daruma continua caolho.</p>

<p>-------------- (alguns dias depois) -----------------</p>

<p>Dia 17 de Setembro ele me ligou, "Vou te entregar o apartamento amanhã. Me encontre às 5h."</p>

<p>Nos armamos com material de limpeza, além de incenso de arruda e um pacote de sal grosso. Quando chegamos ele nos encontrou na portaria do prédio e estava super bem humorado e tranqüilo. O apartamento estava limpo (não para passar no crivo de uma certa pessoa, mas bem limpo na aparência geral) e com tudo em ordem, do jeito que ele havia dito que deixaria. Antes de ir embora ele fez algumas recomendações e me deu um abraço e nos desejou felicidades na casa nova. Fiquei surpreso. Assim que ele saiu me senti, pela primeira vez durante todo esse processo, uma pessoa realmente vitoriosa. A limpeza astral e energética foi feita em seguida.</p>

<p>Dia 21 de Setembro nos mudamos. Uma mudança extremamente cansativa, sem maiores problemas além de uma dor nas costas dos infernos e um bocado de estresse por conta das coisas novas, as formalidades de um prédio grande, cheio de moradores. Eu morei muitos anos em um prédio com 19 apartamentos. Depois, morei em Porto Alegre, num prédio também pequeno e, nos últimos cinco anos, em um prédio com apenas 9 apartamentos, sem elevador, sem porteiro, sem regras e nem o carteiro entregava a correspondência direito. Agora estou em um prédio de 12 andares, com 49 apartamentos. Tenho que me acostumar com isso.</p>

<p>Aos poucos a casa vai ficando arrumada. O piso de taco de madeira é lindo e está brilhando. A vista das janelas, minha grande preocupação já que eu não pude apreciá-la muito bem nas duas vezes em que estive aqui antes, é maravilhosa. Vejo verde em várias direções e vejo uma boa parte do bairro. A sala tem um janelão enorme, que vai de parede a parede. A sensação de amplitude é uma delícia. Minha biblioteca ficou PERFEITA num espaço que parece ter sido feito para ela. Aliás, meus móveis todos couberam como uma luva na casinha nova.</p>

<p>Agora faltam os detalhes finais, instalação de TV a cabo, internet e conta de luz no meu nome. Também estou finalizando a entrega do outro apartamento que era alugado. Mês de outubro serei, definitivamente, um novo homem. Sem um puto no bolso, é verdade, mas morando bem, no meu próprio canto.</p>

<p>Pintamos o outro olho do Daruma!</p>

<p><img alt="daruma1.gif" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/daruma1.gif" width="211" height="172" border="0" /></p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/09/o-sonho-da-casa.html</link>
            <guid>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/09/o-sonho-da-casa.html</guid>
            
            
            <pubDate>Thu, 28 Sep 2006 15:24:52 -0400</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Feeling Good</title>
            <description><![CDATA[<p>It's a new dawn<br />
It's a new day<br />
and I'm feeling good...</p>

<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HZGq8JO1fY8"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/HZGq8JO1fY8" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object></p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/08/feeling-good.html</link>
            <guid>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/08/feeling-good.html</guid>
            
            
            <pubDate>Sat, 12 Aug 2006 09:36:19 -0400</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>I&apos;ve seen the future, baby:</title>
            <description><![CDATA[<p><a href="http://moa.fezocaonline.com/archives/Ara_whole.jpg"><img alt="Ara_whole.jpg" src="http://moa.fezocaonline.com/archives/Ara_whole-thumb.jpg" width="600" height="189" border="0" /></a></p>

<p>Hoje assinarei a escritura. FIM. Mês que vem me mudo. Tenho a nítida sensação de que não será a última mudança que farei na minha vida. Mas vou ficar lá por um tempo. Reverti a vista. O que vejo daqui passarei a ver de lá. A montagem não tá das melhores (clique e amplie), mas depois farei outra, com mais calma e numa hora de sol mais adequado. Tô feliz. Estressado e nervoso, mas feliz.</p>]]></description>
            <link>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/08/ive-seen-the-future-baby.html</link>
            <guid>http://moa.fezocaonline.com/archives/2006/08/ive-seen-the-future-baby.html</guid>
            
            
            <pubDate>Wed, 09 Aug 2006 10:42:37 -0400</pubDate>
        </item>
        
    </channel>
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